KANONARA

Estrutura da história

Confidente

O confidente é a personagem em quem a protagonista confia e deposita confiança: o ouvinte cuja presença transforma pensamento interior em cena falada.

O confidente é "uma personagem de uma história em quem a protagonista confia e deposita confiança". O trabalho do papel, como o artigo o enquadra, é ouvir os segredos da protagonista, examinar o caráter dela e aconselhá-la sobre as próprias ações, e, além de ouvir passivamente, um confidente pode agir para mover a história ou guiar e representar as reações da audiência. O artigo rastreia o tipo na literatura ocidental até o drama grego e Eurípides, cujo Agamemnon em Hécuba e Pílades em Orestes servem tanto de conselheiros dos protagonistas quanto de expositores do caráter deles, e o papel ganhou proeminência no drama francês do século dezessete. Horácio em Hamlet é o exemplo inglês padrão, repórter de eventos e auditor da protagonista.

Para romancistas, o confidente resolve um problema de renderização: a interioridade que ficaria narrada vira diálogo na página, e o que a protagonista escolhe confessar caracteriza as duas partes de uma vez. O artigo também registra o declínio do papel na literatura moderna, citando Georg Lukács sobre a ausência significativa do confidente entre as protagonistas isoladas do romance moderno, cuja solidão é o ponto. Num elenco grande, o confidente senta naturalmente ao lado do deuteragonista: a prática grega libertava o segundo ator para fazer o confidente quando o tritagonista assumia as partes de adversário. Contra o foil, que define a protagonista por contraste, o confidente define por atenção.

Fontes

  • Wikipedia: Confidant fetched 2026-10-08; the article traces the type to Euripides and seventeenth-century French drama, and does not mention Molière.

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